quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mais sobre mim e sobre meu tricô

Já faz um tempo que eu estava refletindo a respeito disso, mas nunca tomava uma forma na minha cabeça que fosse possível transcrever.
Acontece que eu queria muito passar um pouco mais de mim pra vocês e um pouco mais do que o tricô significa pra mim.
Vamos ao começo da história...

Eu comecei as artes manuais fazendo crochê. Achei lindo ver a empregada da casa da madrinha do meu irmão (aff!) fazendo, quis aprender. Ela tinha mãos ágeis e um espírito que permitia compartilhar tudo que sabia e, mais importante, paciência para ensinar uma menina de 8 anos de idade, a mexer as mãos de forma coordenada e produtiva. Acontece que faltava apenas um dia para virmos para casa depois das férias na casa da Vó Tereza, como costumávamos chamar a madrinha do meu irmão. Voltei pra casa praticando correntinhas e prometendo que nas próximas férias voltava para aprender mais.
Só que a ansiedade não me deixou esperar 6 meses e eu comecei a pentelhar minha mãe para comprar um novelo pra mim (a agulha eu tinha ganhado da moça que ensinou as correntinhas, a Vilma, mas o novelo que ela me deu era pequenininho, só um restinho de linha). E ela trouxe!!! Um novelo rosa chock, de Cléa. 
A "Ia", a Sra. que trabalhava na minha casa desde que eu tinha memória, se inquietou de me ver fazendo uma correntinha quilométrica e revelou que sabia fazer crochê e me ensinou o ponto alto e a fechar o círculo. Só que eu não sabia "subir" as correntinhas e prender cada carreira uma na outra. Só fazia paninhos retos, que eram bem tortos, por sinal, mas dos quais eu me orgulhava.
Compartilhei o que tinha aprendido com uma quase xará da escola, um ano mais velha, que conversou com a mãe, aprendeu a trabalhar em círculo e me ensinou. Aí foram milhares de esquares e trabalhos redondos que acabavam babadinhos porque eu nunca acertava a quantidade de aumentos.
Achei então uma coleção da Mãos de Ouro, que era da minha mãe e tomei posse. Eu via e revia as fotografias milhares de vezes e foi assim que eu aprendi mais coisas de crochê, quando descobri o tricô.
Muita pentelhação depois, descobri que minha mãe tinha um par de agulhas de tricô e um novelo (rosa também!), guardados numa caixinha há "algum muito" tempo. 
A montagem dos pontos foi um desafio e eu não me conformava de ninguém ter acreditado que era melhor colocar ganchinhos nas pontas da agulha pra facilitar na hora de puxar os pontos. Pratiquei, pratiquei (só os cordões de tricô) e larguei de mão, porque os ganchos são muito mais práticos, ou eu pensava assim.
Um dia tive a ideia de fazer um casaco pro marido. ia fazer retão mesmo, não tinha ideia de como fazer cavas e decotes e os livros Mãos de Ouro da mãe estavam mais que distantes. Comprei os novelos que a vendedora disse que dariam pra fazer o casaco e comecei. E desmanchei. E comecei. E desmanchei. E comecei de novo. E abandonei.
Mais de 3 anos depois, as colegas de trabalho quiseram aprender crochê. Eu ensinei. E quiseram aprender tricô (só queriam cachecóis, peças retas) e eu fui lá e ensinei também... o.O Nem eu sabia que sabia e que dirá que sabia ensinar! 
Algumas peças depois, a paixão começou. O produto inspirava a ação. E eu pesquisei, pesquisei, pesquisei e morro de pesquisar até hoje.
Meu primeiro desafio foi um xale rendado, o Haruni, que tá nas postagens abaixo. Comecei e não terminei e parti pra outro desafio: meias. Esse eu comecei e terminei. Daí voltei e terminei o Haruni. Depois disso, acabei criando minha própria receita de xale, simplesinha, mas que eu gostei de quebrar a cabeça pra fazer e de ter desistido de quebrar a cabeça e simplesmente ter feito. Aí, na empolgação do "crie suas próprias receitas", criei duas receitas de meias.
Eu sei, eu sei. Não publiquei nenhuma dessas receitas ainda. Faltam-me fotos. Mas assim que eu tiver, vou disponibilizar. É que eu sou chata. Gosto de receitas com fotos, que permitam ver os detalhes onde possam surgir dúvidas. E gosto de escrever as receitas o mais precisas possível, porque eu ainda pesquiso receitas e sei o quanto é chato não entender algo que você queria fazer. 
E como a vida continua e o tempo não para, lá vou. Tenho meias para fazer até o fim do mundo... Mas eu espero que ele não aconteça, pois as meias são para a família do meu marido, que mora no Rio Grande do Sul, usar no próximo inverno.

E como eu só contei coisas de mim a respeito de tricô, lá vão 10 coisas aleatórias que não dizem respeito ao tricô:
  1. Sou formada em Administração e foi na faculdade que conheci meu marido.
  2. Adoro meu cachorro apesar dele ser MUITO danado.
  3. Amo ler. Amo tanto que chego a ficar dividida entre ler e tricotar.
  4. Comecei a beber água igual gente há poucos meses. Eu nunca sentia sede. E quando sentia, não levantava ¬¬
  5. Não gosto de música alta. Acho o fim do mundo as pessoas colocarem milhares de caixas de som nos carros e obrigarem a todos a ouvir as músicas deles. E fazerem os vidros da sua casa tremerem. ¬¬
  6. Sou considerada nerd. Mas conheço MUITA gente mais inteligente que eu, o que me deixa desconfiada do título.
  7. Não gosto de pimentão, a não ser em salada.
  8. Sou extremamente agressiva quando considero que algo meu, ou alguém "meu" está sendo ameaçado. E é quando eu considero, nem precisa ser um perigo real, rsrsrsrsrsrs.
  9. Amo meus irmãos.
  10. Ainda to aprendendo a viver. E aprendendo quem eu sou e quem eu quero ser.