segunda-feira, 13 de abril de 2015

Porque sumi...

Olá, pessoal.

Este post é para explicar porquê andei tão sumida.
Meu penúltimo post foi em julho de 2013 e depois dele postei em agosto de 2014. Mais de um ano de intervalo entre eles e 8 meses desde o último post efetivamente.

Acontece que 2013 foi um ano corrido para mim. No início do ano eu ainda estava envolta com uma doença na família, em maio comecei a estudar para concurso novamente, em julho fiz prova, em setembro meu nome tava lá, na homologação no Diário Oficial... E assumir esse concurso mudaria muita coisa, eu precisaria mudar de casa e tudo mais. Meu marido assumiu em dezembro, nos mudamos e eu fiquei trabalhando há 100 km de casa. A previsão era que eu assumisse em fevereiro de 2014, mas acabou que a nomeação só aconteceu em fins de maio. Nesse tempo em que eu estava trabalhando longe de casa, aproveitei as mais de 4 horas diárias no ônibus para tricotar.

Em setembro de 2013 eu também reencontrei meus irmãos por parte de pai. São 6. Isso significa que de 2 irmãos eu pulei pra 8!

Enfim, de 2013 para 2014 foram grandes mudanças. Acontece que assim que eu comecei no novo trabalho, em junho de 2014, digitação pura, eu quebrei. Tive tendinite no punho e epicondilite lateral. Saí de casa para o hospital com uma dor insuportável nesses dois pontos. Voltei de lá engessada. Eu sabia que teria de dar um tempo no tricô, mas não imaginei que seria tão longo.

Minha recuperação ainda está em andamento. Sim, são quase 10 meses. E nesse tempo eu perdi e recuperei as esperanças de voltar a tricotar inúmeras vezes. Passei por uma série de tratamentos e uma autoanálise profunda. Teimosamente eu tricotei. Muito pouco comparado ao que fazia, mas uma forma de manter para mim mesma a certeza de que eu conseguiria.

A primeira coisa que descobri é que não podemos violentar nossos corpos fazendo algo que não desejamos. A outra coisa que descobri é que cada desequilíbrio emocional cobra seu preço. E que adoecer nunca é unifatorial. Doenças, quaisquer que sejam, tem múltiplos aspectos. Os meus foram: estresse emocional, repetitividade, falta de exercícios, falta de conhecimento sobre a importância dos alongamentos, estresse profissional, entre outros. E aí, obviamente só o anti-inflamatório não resolveria, como não resolveu.

Fiz fisioterapia, usei luva com tala e tensor no cotovelo, tomei anti-inflamatórios, estou fazendo acupuntura ao mesmo tempo que procuro me aproximar de mim mesma e me conhecer melhor. Resolver minhas pendências internas.

Só de fevereiro para cá é que recomecei realmente a tricotar encorajada pela minha acupunturista. Um pouquinho todo dia. E eu descobri que isso é melhor que nada.

Ainda sinto dor todos os dias. Alguns dias são piores que outros. Mas hoje eu sei lidar melhor com a dor e parei de temê-la. E também sei que pode levar anos, mas ela vai embora.

Vou tentar mostrar tudo que está atrasado e, aos poucos, compartilhar o que aprendi sobre essas doenças e o que me ajudou e continua me ajudando a superá-las. Duas coisas importantes são: tempo... e gelo.

Até a próxima!


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